Pernas, cinta-liga e meias sete oitavos

Deus foi lá e criou a mulher com suas pernas
E o homem enlouqueceu
Não era animal, vegetal ou mineral
Não pertencia a esse mundo
Era um anjo, um ser celestial

Caiu o queixo, salivava
Quem era? O que faço?
Tontura, turgor
Visão embaçada
Foi uma benção

Depois disso sem mulher
Homem não vive
Vira escravo do desejo
E aquela criatura pura e delicada
Oh, paixão, eu te cortejo!

Já era escravo em meus sonhos
E veio ainda o diabo
Criou a meia sete oitavos

Seductere, o não-mostrar
Escondeu as belas pernas
E as deixou mais cobiçadas

Pernas e meia sete oitavos
Combinação explosiva
Transformam segundos em minutos
Divina arte demoníaca

Para não deixar as meias caírem
E mostrar a pele por debaixo do tecido
Lúcifer fez um “favor” a Deus
Criou a cinta-liga

E os minutos viraram horas
O Sol apagou, a Lua sumiu

Onde estão suas pernas?
Só vejo sua boca, olhos e cabelo
Realçando todo o corpo, nu e escondido
Incitando aventuras

Lá me vou explorar-te
As múltiplas faces do seu ser
Beijar-te, tocar-te
Procurando os divinos membros inferiores

É um teatro de corpos
Só suas sombras, buscando a luz
Dentro de cada um

Que bela peça pregada pelo diabo

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